sexta-feira, 27 de junho de 2014

Epiphone Prophecy Les Paul Custom Plus EX


Antes de entrar em detalhes sobre esta maravilhosa guitarra, vale mencionar que a série Prophecy Les Paul Custom tem dois modelos, a EX (da qual falarei hoje) e a GX. É legal saber disso, pois basicamente todas as qualidades e características que fazem parte de um modelo também fazem parte do outro, com pequenas diferenças, como modelo de captadores, cores das peças e das guitarras, e outros detalhes. Então se você curtir a EX, vale a pena pesquisar mais sobre a GX. Então vamos lá!



A Epiphone Prophecy Les Paul Custom EX é um instrumento com características que fazem do modelo uma peça perfeita para sons mais pesados, e é uma guitarra que muitos guitarristas de Heavy Metal gostam. Começando pelo visual, a EX vem em duas cores: preta (Midnight) e azul (Sapphire). As peças são todas pretas (tarraxas, ponte, knobs, strap locks), dando à EX uma finalização menos clássica e mais moderna. Além disso – e principalmente –, este modelo vem equipado com dois humbuckers EMG (um 81 e um 85), em uma combinação usada por vários dos maiores guitarristas de Metal do mundo. Ambos os captadores são feitos com os magnets de Alnico V, permitindo sons limpos e cristalinos, além de um ataque e brilho perfeitos para sons mais pesados. Por serem ativos, ambos são alimentados por uma bateria de 9-volts colocada em um compartimento na parte de trás da guitarra. Os quatro knobs se dividem em dois controles de tonalidade e dois controles de volume, cada par controlando cada um dos captadores. Como os dois EMG são pretos e “lisos” (sem qualquer peça de metal à mostra), o visual combina perfeitamente com as peças escuras da EX.


A Prophecy EX tem corpo em mogno com um top em maple. As cores são trabalhadas para oferecer um toque elegante e moderno, como você pode ver pelas fotos. O braço também é em mogno e a escala é de 24.75”. A trasteira em rosewood tem 24 trastes jumbo, com detalhes pearloid triangulares em cima das marcações nos trastes 1, 3, 5, 7, 9, 12 e 15. Tanto o corpo quanto o braço e o headstock vêm com frisos, uma característica clássica dos modelos Custom da Gibson e da Epiphone. A placa que cobre o tensor vem com o nome do modelo inscrito, seja ele o EX ou o GX (em ambos a placa é a mesma). Veja os detalhes abaixo.



 Os knobs da Prophecy, apesar de em um primeiro momento parecerem totalmente pretos, como as outras peças, têm detalhes pearloid na parte de cima, mais uma vez proporcionando detalhes clássicos e elegantes a uma guitarra moderna e agressiva, em comparação às Les Pauls tradicionais. A ponte da Prophecy é a lendária LockTone tune-o-matic da Epiphone. Outros detalhes especiais são a chave seletora de captadores, que vem sem a placa redonda de “treble/rythym”, straplocks Epiphone, tarraxas Grover 14:1 e um jack não-rotatório, o que com certeza é uma proteção extra, uma vez que a segurança na hora de plugar e desplugar a guitarra é muito maior. Pra fechar com chave de ouro, a Prophecy vem com hard case exclusivo. Perfeito! 


E é isso! Curtiu a EX? Vale a pena dar uma checada na GX também, que vem com captadores passivos Gibson e diversas outras cores. Vai lá! Vale a pena!





sexta-feira, 20 de junho de 2014

Music Man John Petrucci Majesty

Há algumas semanas falei da Music Man John Petrucci Signature, uma guitarra impecável e extremamente versátil. Hoje resolvi falar da mais nova parceria entre o guitarrista do Dream Theater e da Music Man, a Music Man Majesty, uma verdadeira sensação na feira NAMM 2014. Segundo Petrucci, ele não poderia estar mais satisfeito com a Music Man por ouvir suas necessidades e transformá-las em realidade na forma de guitarras únicas, insubstituíveis e perfeitas para seu modo de tocar.

Palavras do próprio Petrucci: “A Majesty representa a verdadeira razão pela qual eu tenho tanto orgulho de ser um artista da Music Man. Eu idealizei esta guitarra há uns dois anos, mas é graças ao espírito de inovação e dedicação à arte da fabricação de guitarras que essa equipe possui que hoje esta idealização se tornou realidade.

Eu quis estender os limites de som, feeling, design e estética e desde o primeiro momento Sterling e o time da Music Man compraram a ideia e se dedicaram ao projeto. Tudo se resume a fazer as perguntas corretas: ‘Como podemos fazer esta guitarra soar melhor e ser mais bonita, ser mais leve e mais fácil de tocar?’ ‘Como podemos fazer com que o acesso aos trastes da parte de cima do braço seja mais natural?; fazer a guitarra uma peça criativa ainda mais versátil e ao mesmo tempo criar um design moderno, elegante e bonito para um instrumento?’”



Essas perguntas foram levadas em consideração e, com o tempo, respondidas pelo engenheiro responsável pelo projeto, Drew Montell. Após esse processo, Petrucci, juntamente com Sterling e Dudley (ambos da Music Man), testaram os protótipos da Majesty e ficaram dois anos fazendo modificações no instrumento até chegar ao modelo final. Algumas características do modelo anterior de Petrucci foram mantidos, como o formato do braço – com um design especialmente feito para que a velocidade ao tocar seja a mais rápida possível –, o ângulo da trasteira e o desenho dos trastes.  O preamp e o boost de volume da JP-13 foram mantidos também, assim como os captadores DiMarzio Illuminator.


Já o design do corpo foi bastante modificado, e o visual de fibra de carbono foi aplicado com laser por cima do corpo, dando um aspecto mais moderno à Majesty. O logo especial da Majesty foi colocado no primeiro traste, e, no meio do corpo, como pode ser visto acima, a guitarra tem uma parte em preto, em volta dos captadores e ponte, com uma superfície diferenciada e um visual realmente “majestoso”. A Majesty vem ainda com a tecnologia Game Changer, que torna ambas as chaves de switch mais rápidas no momento de trocar posições e ativar diferentes configurações de captadores. Isso vale para os dois humbuckers e para o captador Piezo, inserido na ponte da guitarra. Apesar de tanta tecnologia, o sinal de áudio da Majesty não é digitalizado, mas sim analógico, para a alegria dos puristas e apreciadores de um som sem interferências.


Outras características da Majesty são o corpo em basswood e maple top, braço em mogno e colado no corpo, 24 trastes, tarraxas Schaller M6-IND com travas, tensor facilmente regulável (sem necessidade de remover qualquer peça da guitarra), ponte flutuante Custom John Petrucci Music Man Piezo, knob push/pull com boost de ganho, seletor de knobs com configuração custom na posição central, knobs de controle de saída (uma mono, outra estéreo) e ainda várias cores: Matte, Polar Noir, Glacial Frost, Iced Crimson, Siberian Sapphire e Arctic Dream. Curtiu? A gente também!


E esta foi a guita da semana, pessoal! Apareçam na Garagem pra testar todos os instrumentos que quiserem, venham tomar um café com a gente e bater um papo sobre o insubstituível mundo da música! Um abraço a todos, esperamos vocês!






sexta-feira, 13 de junho de 2014

ESP E-II Eclipse

A guitarra desta semana é simplesmente maravilhosa! Há muito tempo que a ESP vem trilhando seu caminho e se colocando entre as marcas mais poderosas e desejadas do mercado. Lembro ainda da década de 80, quando vi a primeira ESP nas mãos de um grande guitarrista: George Lynch, do Dokken, um virtuoso do hard rock, que começou a usar guitarras ESP e mostrar ao mundo – de uma forma mais direta – o que essas guitarras podiam fazer.

Na época, muitas bandas de hard rock e glam usavam Kramer, Hamer, Charvel/Jackson, B.C.Rich e por aí vai. Era o ponto alto das marcas mais “hi-tech” e talvez a única década em que as grandes Fender e Gibson caíram um pouco em popularidade. Mas logo chegou o Grunge e as guitarras mais clássicas voltaram. Essa foi a prova de fogo: o que as marcas mais modernas fariam para se adequar à nova realidade da música? Cada uma delas procurou seu caminho. Algumas sobreviveram, outras existem mas sua popularidade se foi, e a ESP cresceu – e muito! E não é para menos: olhem só essa guitarra fantástica da qual vamos falar hoje.




 Se num primeiro momento você achou que a Eclipse é um clone EXATO da Gibson Les Paul, errou. Sim, ela é baseada na Les Paul, isso é inegável, afinal essa maravilha da Gibson é um grande referencial. A Eclipse, porém, tem uma proposta diferente, já que seu “approach” é mais moderno – mantendo assim a identidade da ESP, que é uma marca menos vintage. E isso você pode perceber à primeira vista: suas linhas são mais “agudas”, tanto no corpo como no headstock, insinuando que a Eclipse é uma guitarra para sons pesados e que precisam de bastante ataque. Então basicamente pegue uma Les Paul e imagine que você vai criar uma versão mais agressiva e moderna, porém sem perder a elegância e classe: essa é a Eclipse E-II. 


Diferentemente da tendência mundial de as guitarras serem feitas na China, Indonésia e outros países da Ásia hoje em dia (quando não feitas nos EUA ou no México), a Eclipse E-II foi planejada para ter um controle de qualidade mais rígido, então a fábrica da ESP no Japão é que a produz. Isso lembra também as guitarras e baixos da Ibanez que eram fabricados no Japão na década de 80 e eram feitos com uma qualidade incrível. Segundo a ESP, a fábrica japonesa conta com a melhor mão de obra e os melhores componentes para a fabricação de instrumentos – e a Eclipse E-II é prova disso. 

A Eclipse E-II foi lançada em duas versões: uma conta com captadores passivos Seymour Duncan (SH-1 no braço e SH-4 na ponte) e com captadores ativos EMG (EMG-60 no braço e EMG-81 na ponte). As peças também vêm em várias versões: douradas, cromadas ou pretas, conforme a cor e o setup que você escolher.

Outras características da Eclipse são seu braço em forma “U” – porém mais fino do que os da Fender –, tarraxas e ponte Gotoh, corpo e braço em mogno, lâmina na frente do corpo em flame maple (alguns modelos) e uma escala de 24.75 polegadas. A Eclipse vem também com braço colado, 22 trastes, dois knobs de volume (para poder mixar de forma personalizada quanto de som virá de cada captador) e um de tonalidade, switch de três posições, além de vir com case incluído. Perfeito!




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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Gretsch White Falcon G6139T-CBDC

Quem nunca ficou maravilhado por uma Gretsch White Falcon? Se até mesmo quem não toca guitarra acha este modelo algo de outro mundo, o que não sentimos nós, guitarristas? A White Falcon é um clássico imortal, e hoje falaremos dela em uma versão levemente modificada: o modelo G6139T-CBDC.

A Gretsch introduziu este modelo – que faz parte da Gretsch Professional Collection – com algumas inovações. O corpo é um double cut de 1 ¾ polegada de profundidade em um corpo de maple abaulado e arredondado tanto na frente como na parte de trás da guitarra. A pintura conta com pontos de sparkle ao longo de todo o instrumento e os f-holes, que a tornam uma semiacústica, são “oversized”, ou seja, maiores que o normal para uma ressonância ainda mais profunda!



Uma das mais importantes características da White Falcon G6139T-CBDC é a presença de um bloco maciço no centro do corpo, que o percorre de ponta a ponta (da região do braço até o strap lock), criando várias vantagens quando o assunto é sonoridade. Primeiramente, o bloco torna o corpo mais “firme”, minimizando a possibilidade de microfonia e maximizando a possibilidade de você usá-la com um ganho acima do que outras semiacústicas aguentam, criando uma tonalidade viva e brilhante. O bloco central interior tem algumas peculiaridades também: ele é feito com câmaras de ar em determinados pontos a fim de não deixar a guitarra muito pesada e incômoda de tocar.






Outra característica positiva em relação à sonoridade da White Falcon G6139T-CBDC é que a base de madeira da ponte é “esticada” para cima e para baixo no corpo da guitarra (veja fotos acima) para que a vibração das cordas seja “empurrada” para a região dos f-holes, criando assim uma ressonância maior e uma tonalidade mais rica.

Abaixo você pode ver em detalhes a região do headstock, clássico, elegante e digno de uma top de linha da Gretsch, que vem sendo uma das mais influentes marcas há décadas quando se trata de guitarras com um estilo vintage. Mas sem parar no tempo, sempre inovando em detalhes que mantêm a tradição ao mesmo tempo em que se adaptam ao presente para mesclar tudo que o passado criou de imortal com o que a modernidade criou de novo.




A White Falcon G6139T-CBDC conta ainda com um braço em maple, uma trasteira com um ângulo de 12 polegadas e 22 trastes jumbo, marcações pearloid “thumbnail”, logo Gretsch vertical no estilo Winged (forma de asas) e dois captadores High Sensitive Filter’Tron. E tem mais: os knobs contam com o desenho jeweled-arrow, as peças são todas douradas, ponte Adjusto-Matic com base em ébano, um Bigsby B6G, tarraxas Grover Imperial e strap locks Schaller. A guitarra vem ainda com um case Deluxe, como você pode ver abaixo.





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